John Askew
por Energy BR

03/11/2008

Dono de um dos maiores selos de trance da atualidade, entrevistamos o inglês John Askew, que recentemente acaba de lançar o segundo álbum de sua carreira. Confira!

01 – Olá, John! Primeiramente gostaria de elogiar o trabalho que você tem realizado para o trance e pedir para que você se apresente: seu nome, idade, onde mora, o que gosta, o que não gosta, etc...

Meu verdadeiro nome é John Askew, fiz 33 anos semana passada e moro no interior de Londres.

02 – Quando você decidiu se tornar DJ? Quais foram suas influências?

Eu comecei a tocar em 1993 e minhas influências naquela época eram do DJ Dag, Sven Vath, Billy Nasty, Mario de Bellis, Hardfloor, CJ Bolland e Jeff Mills. Hoje eu sou influenciado por Paul van Dyk, Activa, Giuseppe Ottaviani, Simon Patterson, Greg Downey, Bryan Kearney, Stoneface & Terminal, entre outros.

03 – E como produtor, há quanto tempo você produz? O que costuma usar para produzir?

Eu produzo música eletrônica desde 1998, mais ou menos. Hoje em dia uso basicamente um software seqüenciador (Logic) combinado com alguns hardwares, como compressores valvulados, pré-amplificadores e efeitos.

04 - Como você define o estilo John Askew de produzir?

Eu acho que os sons que eu produzo são uma variação entre o trance e um techno mais bombado, com algumas pitadas de progressive, breaks e house.

05 - Acredito que um dos seus melhores trabalhos tenha sido o remix da faixa “Introspection”, do Terry Bones em parceria com o Fred Baker, lançada em 2004. Você acredita que sua carreira tenha decolado ainda mais depois desse remix? 

Com certeza foi uma de minhas produções mais famosas, principalmente pelo suporte que Paul van Dyk me deu, ajudando a levantar meu nome.

06 - Recentemente você lançou o segundo álbum de sua carreira, o “Z List Uber Star”, que nos mostra uma mistura bem dançante entre trance e techno. Conte-nos um pouco sobre o processo de produção desse álbum.

Bom, não existem grandes segredos no processo, foi apenas gastar muitas horas a madrugadas no estúdio durante 18 meses até que tudo estivesse pronto.

07 - Você é dono de um dos maiores selos de trance, que é a Discover, como surgiu esse selo? E os outros sub-labels? E o que podemos esperar deles para o futuro?

É muito bom ouvir elogios como esse sobre a Discover. O selo foi criado em 2000 por mim, Pablo Gargano e o Steven lo Presti. Então em 2003 eles deixaram o selo e o Chris Hempshire entrou pra trabalhar comigo. O Chris era dono da Recoverworld, uma gravadora que já tinha 9 selos, juntando aos da Discover. Então agora nós temos a Discover – que já tem mais de 50 faixas lançadas – a Discover Dark que é dedicada mais sons pesados e voltados ao tech, a Discover Digital, que é irmã da Discover, usada para lançamentos mais rápidos quando há um acumulo de produções em espera e, finalmente, criamos recentemente a Discover White, que é o selo que lançará remixes de produções antigas nunca ouvidas antes. Há muita coisa interessante que está por vir nos selos, com os singles do Activa, Sean Tyas, Tom Colontonio, Greg Downey, Sly One vs Jurrane e Gary Maguire.

08 - O trance atualmente tem passado por grandes transformações, principalmente pelas misturas de estilos. Você acredita que o estilo está em uma boa fase ou ele está perdendo suas características e ainda está sem personalidade?

Eu não sei como responder essa pergunta. Eu não converso com outras pessoas, apenas sei que tipo de música eu gosto e é isso que eu lanço nos meus selos e toco em meus sets.

09 - Você acha que podemos dizer que o trance atual ainda tem o mesmo conceito daquele criado no começo dos anos 90?

De certa maneira, toda música de pista é similar – independente do gênero – mas em minha opinião agora ela está muito melhor do que jamais foi.

10 - Entre os produtores da nova geração, quais você destacaria?

Existem 5 nomes para se destacar esse ano: Activa, Gary Maguire, Sly One vs Jurrane, Peetu S e David Newsum.

11 – O que costuma ouvir, fora a música eletrônica, quando está descansando, em casa, etc?

Nesse momento, no meu carro, estou ouvindo o novo álbum do Metallica a do Slipknot. Eu realmente gosto muito de metal e hard rock, então ouça muitas coisas desse tipo, mas também gosto de algumas coisas mais leves, como U2, The Killers, Pink, etc.

12 – Um lugar para visitar e um lugar para tocar?

Meus lugares favoritos para se visitar e tocar são o Líbano, Argentina e Austrália. As festas nesses lugares são sempre uma loucura. Líbano é definitivamente o meu destino favorito.

13 - E quais os planos para o futuro?

Produzir cada vez mais músicas!

14 - Você conhece um pouco da música brasileira? E os produtores de música eletrônica daqui?

Claro, eu sou um grande fã do Fabio Stein e do DJ Marky, e também de um novo talento chamado DJ Jack, acho que vocês já ouviram falar dele!!! :P

15 – Um top 05 atual:

01 - Kompressor “Untitled” (Discover Dark)
02 - Activa vs Chris and Matt Kidd “US” (Stoneface & Terminal Mix) (Discover)
03 - John Askew “Bored of You, Bored of Me” (Discover White)
04 - Rob de Lacy “Starlight” (Sonic Element mix)
05 - Simon Patterson “We’ll See” (Spinnin)

16 – Um top 05 de todos os tempos:

01 - Gat Décor “Passion”
02 - CJ Bolland “Camargue”
03 - Leftfield “Song For Life”
04 - Berock “For What you Dream of”
05 - Guns n’ Roses “Mr Brownstone”

17 – Obrigado pela entrevista John, o Energy BR e todos os leitores agradecem! Deixe uma mensagem para a comunidade trance brasileira e todos os seus fãs no Brasil:

O prazer é meu, e muito obrigado a todos pelo carinho.
Eu nunca toquei no Brasil, mas passei meu ano novo de 1999 no Rio de Janeiro, na praia de Ipanema. Então já sei que as festas são uma loucura por aí. Eu realmente espero ir ao Brasil e poder tocar em uma grande festa em breve.

Tchau! :D


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